Mulheres plantam árvores para lembrar vítimas de violência de gênero em João Pessoa.


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Lembrar a dor da perda e, principalmente, as circunst√Ęncias desta perda √© sempre um momento delicado e emocionante. E foi com muita emo√ß√£o, saudade e, sobretudo, garra para lutar que familiares de mulheres mortas em Jo√£o Pessoa, em casos ligados a viol√™ncia de g√™nero, participaram, na manh√£ desta sexta-feira (25), do plantio de Ip√™s rosas e roxos no Parque Solon de Lucena.

O ato solene foi organizado pela Secretaria Extraordin√°ria de Pol√≠ticas P√ļblicas para as Mulheres (SEPPM) e ocorre dentro da programa√ß√£o que marca o Dia Internacional de N√£o Viol√™ncia Contra as Mulheres, lembrado sempre no dia 25 de novembro. Al√©m das m√£es das mulheres assassinadas, participaram da homenagem a ju√≠za Rita de C√°ssia de Andrade, do Juizado da Viol√™ncia Dom√©stica e Familiar de Jo√£o Pessoa, a secret√°ria de Pol√≠ticas P√ļblicas para as Mulheres de Jo√£o Pessoa, Adriana Urquiza, a diretora do Centro de Refer√™ncia Ednalva Bezerra, Maria das Gra√ßas Farias, e mulheres que integram o grupo M√£es na Dor..

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Para a ju√≠za Rita de C√°ssia de Andrade, o enfrentamento a viol√™ncia √© uma luta √°rdua, mas necess√°ria e deve ser abra√ßada por toda sociedade. ¬ďEstamos reunidas aqui nesse espa√ßo de lazer para falar de viol√™ncia contra as mulheres, eu quero acreditar que um dia estaremos aqui para celebrar vit√≥rias. Nosso trabalho √© para que isso aconte√ßa, para que a viol√™ncia, t√£o nociva a sociedade, chegue ao fim¬Ē, afirmou.

Hipernestre Carneiro, m√£e da estudante Aryane Tha√≠s Carneiro de Azevedo, falou em nome das m√£es presentes ao evento. ¬ďEsta √°rvore vai simbolizar minha luta por Justi√ßa, foram seis anos de batalha, mas eu venci. Agora luto para que outras m√£es n√£o passem pelo que eu passei. A viol√™ncia precisa acabar¬Ē, disse..

Uma das mulheres presente √† solenidade foi Laysa Batista do Nascimento, que esteve em situa√ß√£o de viol√™ncia dom√©stica, denunciou as agress√Ķes, rompeu com o ciclo da viol√™ncia e conseguiu superar. ¬ďFoi com muita luta que consegui sair da viol√™ncia e estou aqui para mostrar que √© poss√≠vel. Acredito na justi√ßa dos homens, sou exemplo de que fui alcan√ßada por essa justi√ßa e quero dizer √†s mulheres que est√£o passando por isso que denunciem, n√£o se calem, elas podem vencer¬Ē, afirmou..

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Adriana Urquiza, secret√°ria de Pol√≠ticas P√ļblicas para as Mulheres, agradeceu a presen√ßa de todos os familiares e ressaltou a import√Ęncia de enfrentar a viol√™ncia de g√™nero. ¬ďNossa luta √© di√°ria, n√≥s da Prefeitura dispomos de instrumentos que ajudam neste enfrentamento. Trabalhamos pelo empoderamento feminino e no combate ao machismo que √© o respons√°vel direto por tantos casos. √Č importante que as mulheres que estejam hoje em situa√ß√£o de viol√™ncia saibam que n√£o est√£o sozinhas¬Ē, enfatizou.

As √°rvores plantadas ser√£o identificadas com os nomes de mulheres v√≠timas de viol√™ncia de Jo√£o Pessoa. S√£o elas: Aryane Thays Carneiro (morta pelo ent√£o namorado, o caso j√° foi julgado e agressor condenado), Germana Clara S√° Marinho (morta pelo marido na frente dos filhos, agressor condenado), Fernanda Ellen Miranda Cabral (morta pelo vizinho, agressor condenado), Rebeca Cristina Alves Sim√Ķes (envolvimento do padrasto na morte, caso em andamento na Justi√ßa) e Viviany Crisley Viana (suspeitos presos, caso em fase de investiga√ß√£o policial). A √ļltima √°rvore levar√° o nome de Laysa Batista do Nascimento, mulher que superou a viol√™ncia e representa a esperan√ßa das mulheres,

Mat√©ria de Eliane Cristina - Fonte: http://www.joaopessoa.pb.gov.br


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